diário de um torto

a mãe pariu abelhas
e aquilo que nunca
soube voar

viveu os tempos
no mato
a beliscar bichos
e assustar gente

zunia aquela caixa
na sua cabeça
que nunca foi nada
se não um
exército de tempos
a fazerem dó
os seus caminhos
e suas madrugadas

viveu seu corpo
frágil, marcado das
modas de seus ferrões

e passou liso e seco
raspado dos doces
sem nem não
conhecer rainhas

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