poemas apertados – 01

há um despertamento
entre tantos quandos
adormecidos e pontos

forma desajeitada
de perceber as horas
este emaranhado de galhos
nos quais embaraço desejos

há um tempo flácido
sem fim nem começo
para fazer segredos

tempo inventado em proza
rimado a amanheceres vagos
inversos dos amores meus